PAULA KNUDSEN É ROTEIRISTA. 

JÁ FOI JORNALISTA.

PENSA EM UM DIA VIRAR VENTRILOQUISTA.

mora em são paulo.

Cena ou não cena, eis a questão

Cena ou não cena, eis a questão

Roteirista vive falando de ato, arco de personagem, desejo, necessidade, tema, etc.

É um papo chique que nem arquiteto falando de inspiração artística e haus que são ou não bau. Já o coitado do tijolo. 

Pois é, precisamos falar do tijolo. Quero dizer, da cena. Sobre tijolo eu vou ter que dar uma pesquisada.

Nem tudo que começa com um cabeçalho dizendo que é pra filmar uma externa, no interior do estado, à noite e segue com palavras em courrier é cena. Pelo menos não do ponto de vista do roteirista.

Adiciono mais uma ao chapéu das metáforas toscas do dia: se a cena só está lá por causa de uma linha de diálogo, ela não fará verão.

A cena é o tijolo, sem cena não há casa. Quero dizer, roteiro.

Subi aqui essa aula sobre cena que dei no laboratório de séries da Ancine. Tem muito mais pano para manga do que o que coube na uma hora que eu tinha para falar mas, é melhor do que nada. 

Para quem estiver em São Paulo, eu vou dar uma aula no Centro Cultural B_arco em outubro.  Eles abarcaram (não resisti ao trocadilho) um curso que eu estava louca para dar. 

É modelado no curso de ferramentas do mestrado da University of Southern California - onde eu estudei - e que é destinado a ajudar o roteirista a escrever cenas eficientes e interessantes.

Finalmente, para quem fala inglês, aqui tem uma lista incrível que o John August fez sobre escrita de cena.

Vida longa e cortem as não-cenas do seu roteiro.

Conselho de colega virtual.

 

Cale a boca e jogue (um post sobre diálogo)

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Seja engraçado (ou ligue-Bolt)

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